quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Introdução

            

      Há muito tempo o Romantismo exerce um papel essencial no contexto social brasileiro. Muito usado como meio de coercitividade social, por meio de autores como Joaquim Manoel de Macedo e José de Alencar, o Romance Urbano tende a construir um modelo comportamental, sendo esse inspirado pelos ideais dos membros da corte portuguesa.
      Investe, também, na construção de uma identidade nacional. Usa-se como recurso as referências a elementos que o leitor possa reconhecer no mundo onde vive, dando às obras um ar de familiaridade.
      Com a chegada do Romantismo, há uma maior acessibilidade à leitura, sendo essa antes apenas usufruída pela nobreza vigente, geralmente homens.
      A crítica social também está presente nos romances, como, por exemplo, em "Senhora", de José de Alencar. Conduzem o olhar do leitor a uma análise mais apurada de comportamentos que merecem maior reflexão, criticando valores condenáveis.  No caso de Alencar, heróis e heroínas apresentam caracterização mais humana, sendo vítimas das pressões socioeconômicas.
Manoel Joaquim de Macedo faz uma análise das classes menos favorecidas economicamente. No romance "Memórias de um Sargento de Milícias", o protagonista, além da maioria das personagens, são muito pressionados pela necessidade, recorrendo a pequenos golpes e explorando relações de influência e opressão.
      Percebemos nesse aspecto do Romantismo o início da produção literária brasileira, além de, junto à mesma, a formação de uma ideologia nacional, agora própria de todas as classes sociais, e o impulsionamento às primeiras críticas sociais, as quais podemos ver até os dias de hoje.

Trabalho feito por:
Gabriel Nunes nº 8
Paulo de Tarso nº 20
Tulio de Moura nº26